Rebocando seu DS

O Paulista 2002 está chegando e vai ser na Billings. Precisamos levar o barco para lá. Como V. vai fazer isto? Com a baixa do nível de água na Guarapiranga e com as possibilidades de se velejar em outros locais, a competição extra-guarapiranga vai ser cada vez mais constante para todos que praticam este esporte. V. está preparado para isto?
Rebocar não é tão complicado assim e é até divertido. Reboquei várias vezes Day Sailers de SP para Ilhabela (5 vezes), Bertioga e Santos(mais de 10 vezes). Única ocorrência desagradável: moeu o rolamento de uma das rodas, deu para alcançar um posto de serviço, aquele logo após o pedágio da
Imigrantes, troquei o rolamento e tudo bem.

 

Depois disto sempre reviso as carretas:
1)Se de madeira, não pode haver partes podres, isto ocorre nas biqueiras e junções das ferragens;
2) Se de ferro, não pode haver partes enferrujadas e verifico todas as soldas.
3) Em todas as carretas verifico ferragens, parafusos, o molejo, o eixo e se os rolamentos estão bem engraxados.
4) Verifico parte elétrica.
5) Lavo com bastante água doce toda vez que tiro do mar e mantenho a carreta sempre bem envernizada/pintada.
6)Verifico o licenciamento (uma vez por ano) e a habilitação do motorista. Se for Categoria B - pode transportar até 3500 Kg: (carro + reboque + barco + pessoas e bagagens), conforme interpretação do Código Nacional de Trânsito, ed. 1997 - Cap. XIV - Art.143 II.

Fui parado umas 4 ou 5 vezes por policiais rodoviários, tudo Ok, nenhum problema. Em duas destas vezes pedi confirmação sobre a compatibilidade da minha habilitação com o CNT(estava com um exemplar no porta-luvas). Confirmaram. Quantos aos cuidados gerais, reboqueiros mais experientes informaram-me que o carro que reboca deve pesar mais que três vezes o conjunto rebocado. Também em viagens longas (lembrar sempre que está rebocando algo, pois temos tendência a "esquecer"), lembrando isto é mais fácil ter os cuidados nas curvas, na frenagem, nas lombadas, na distância a manter do carro da frente. A carreta deve ser o mais baixa possivel, ou seja, centro de gravidade para baixo e no meio do eixo. Rodas de magnésio, de preferência iguais as do carro rebocador, para dar o mesmo número de voltar e receber estepe do carro, caso precise. Amarrar tudo direitinho e parar a cada 100Km para verificações, aprender a fazer o tal "nó do caminhoneiro" ajuda muito.


A lona deve ser levada dentro da cabine, pois além de causar reistência ao ar, normalmente chega no destino rasgada. Cuidado especial é com a bolina, sugiro um cabo passado por debaixo do barco para impedir da bolina descer. Sinalizar com tirar vermelhas as laterais extremas da carreta e as duas pontas do mastro. Quanto a distância a rebocar, penso de Sampa até Ilhabela, agradável. Mais longe que isto vai depender das condições de estrada. Outro estado ou mais que 300Km acho que passa a ser mais vantajoso o uso de Caminhões-Cegonhas, ainda mais se o grupo conseguir lotar uma "Cegonha" para o frete ficar mais suportável para todos. Com a melhoria das estradas, principalmente as "pedageadas", acredito que logo vamos descobrir o prazer de rebocar barcos para competir. Nos USA isto faz parte da diversão para competir, vi velejadores atravessarem vários fusos horários para participar de um final de semana na Flórida e vieram com 2 DS um em cima do outro, de Oregon (Costa Noroeste) até a Florida (Costa Sudeste). Passamos uma noite e um dia na I-95 nos revezando no volante de uma Van, rebocando um DS, de Marblehead,MA até Sarasota, na FL. Pude observar que o pessoal fazia isto lá com grande satisfação e sem espírito de aventura. Aqui para diminuir a aventura, organizamos comboios para Ihabela/São Sebastião (3 vezes), Bertioga (3 vezes), Santos (1 vez). Outras vezes os barcos foram em carretas-cegonhas e podemos notar várias e várias dificuldades: a principal é fiação baixa nos arredores dos clubes, fiscalização rodoviária, espera da subida da maré para a carreta ficar nivelada e principalmente alto custo do frete. Em anexo fotos sobre algumas excursões extra-guarapiranga da DS. E aí? V, seu carro e sua carreta estão prontos para rebocar o seu DS para a Billings? Te vejo lá para o Paulista 2002.

Bons Ventos!
Augusto Coelho
"Passion"